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sexta-feira, 15 de maio de 2009

Sober


... and then I wonder to myself:
How do I feel this good sober?




PS: Dammit!!! I think that sometimes I'm bad girl, and I love it!!! rs
Satine


domingo, 26 de abril de 2009

Untitled II

Um pouco de whisky e um gole de misantropia on the rocks me parece o ideal às vezes.
Não, eu não desprezo a humanidade (não como um todo pelo menos), nem sou uma pessimista deprimida.
É só que às vezes, o isolamento me parece a solução de alguns problemas.
Ainda que solução meramente temporária.
Portanto, hoje me reservo ao direito de curtir minha solidão por escolha, a misantropia que me elucida, e o whisky que me entorpece.
Quem sabe assim, mergulhada na inércia e embriagada em pensamentos, eu resolva escolher estar acompanhada, só pra variar...
Quem sabe assim, me sinta mais a vontade sendo eu mesma, na presença de quem quer que seja.
Quem sabe assim pare de encenar, ou então, aprenda a interpretar melhor.
É isso o que todos nós fazemos mesmo, todos os dias, querendo ou não.
E já que é assim, quero ser ao menos convincente.







Satine

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Conexão

Dizem que é na noite que as coisas se escondem.
Dizem que é no escuro que elas aguardam.
Eu sou a noite, mas não me escondo.
No escuro eu espero, mas apenas porque é no escuro que me sinto confortável.
Não acredito que isso seja ruim, mas também não acho que seja bom.
É apenas meu jeito de ser, faz parte da minha personalidade.
Corre nas minhas veias esse desejo pela noite, essa atração pelo que está oculto.
Não falo de fantasmas, ou seres sobrenaturais.
Falo sobre natureza, sobre a liberdade da noite, sobre a igualdade que se encontra quando está escuro e nada difere.
Na noite sinto a conexão que existe entre mim e A Deusa, A Mãe Natureza, A Face Feminina de Deus, ou como queira chamar.
É na noite, no escuro, que me sinto parte desse mundo. É lá que me sinto viva, de verdade...
Boa noite.


Satine

domingo, 22 de março de 2009

Sabor do Caos

O sabor do caos é amargo de frustração, quando o seu dia foi péssimo, quando nada deu certo e você se sente impotente por situações que não se pode mudar.
É esse sabor ardido e quente, de quando se está frente a frente com alguém que você sempre quis conhecer, um lugar que você sempre quis visitar.
É a boca seca, o nervosismo...
Talvez seja esse sabor doce e morno de vida cotidiana, massante, final de tarde chuvoso em que tudo que você quer é mudar essa vida radicalmente.
Provavelmente é o sabor quente de fazer o que dizem ser errado, de se tornar alguém à margem de tudo, mesmo que seja só por alguns instantes.
É o sabor azedo do desprezo e da solidão a dois, ou no meio de uma multidão.
Nessa vida de caos constante, nos acostumamos a fingir que não vemos, não sentimos,não sofremos, não choramos...
Nos acostumamos a esconder quem somos de verdade, interpretamos o tempo todo.
E no final do dia, ou no meio da madrugada, resolvemos ser nós mesmos na frente da tela de um computador... É seguro não é?
Eu acho frustrante, prefiro enfrentar meus demônios todos os dias, para depois vir até aqui, despejar o que eu infelizmente não tive coragem suficiente pra dizer. Então, percebo o quão prepotente sou, em achar que é fácil ser você mesmo 100% do tempo...
Talvez não seja justo com você ou com as outras pessoas. Todos temos segredos, verdade inconfessáveis, e alguns deles é melhor que permaneçam conosco.

E assim se vai mais um dia, e quando se percebe, você já se acostumou e fingiu que não sentiu o sabor do caos.

Satine